quinta-feira, 12 de junho de 2014

5 pontos sobre relacionamentos amorosos

Dizem que o amor vem quando a gente menos espera. E isso tem sua verdade num certo sentido, o amor (acho que todo sentimento) vem sem avisos. Chega, se instala no nosso coração e, quando a gente percebe, já é!

Já pensava em escrever sobre este tema, mas uma coisa que reforçou a ideia foi que depois do mito desta semana (Afrodite - clique para ler), recebi algumas mensagens de pessoas contando que gostariam muito de ter um relacionamento amoroso mais estável, mas têm dificuldade. Pensando nisso, preparei alguns pontos para a gente pensar sobre o tema. Claro, cada um tem a sua opinião e o seu próprio jeito de olhar para os relacionamentos, a ideia aqui não é pensar em "certo ou errado", e sim refletir sobre isso.


1- Ninguém tem um relacionamento. As pessoas estão (juntas!) num relacionamento. 
Parece algo muito simples, mas as palavras têm seu poder. Se a gente pensa em ter um relacionamento, a impressão que dá é que todo o controle, toda a responsabilidade e todo o "poder" é nosso. Não, gente, não é. Um relacionamento não está nas mãos de uma só pessoa, é construído em conjunto. Cabe a nós, mas também ao outro. O relacionamento é aquilo que surge entre a gente e a outra pessoa. Estamos nele, mas por ele ir além de nós mesmos, não podemos tê-lo.

2- Sem envolvimento, nada acontece!
Já ouvi de algumas pessoas que elas deixam de se envolver para não sofrer tanto se der tudo errado, ou até para não dar o "poder" do relacionamento todo para o outro (aliás, desculpem se pareço meio fora da realidade, mas não consigo ver um relacionamento satisfatório com tanto foco assim no tal "poder"... não é bem por aí, gente!). Aliás, quem começa algo (seja um relacionamento, uma atividade profissional, etc.) esperando que tudo dê errado? Não dá. Aí é que nada vai para frente! Enfim, se não se envolver, nada acontece. Porque o relacionamento fica todo nas mãos do outro, só se sustenta porque o outro corre atrás. E isso é muito chato, logo o outro se cansa, sente que não é amado e, outra vez, ficamos com a ideia de que "não demos sorte e que bom que não nos envolvemos". Enfim, o não envolvimento por medo (seja qual for esse medo), é em si mesmo uma bomba relógio.

3- Estar envolvido é bem diferente de sufocar o outro!
Estar envolvido não é ser "grudento". Dê tempo e espaço para o outro respirar. Faz parte de um relacionamento e de uma vida saudável ter outras interações sociais, como amigos, familiares, colegas do trabalho ou estudo... Assim como ter outras atividades. Permita que o outro tenha esse espaço e se dê essa oportunidade também. Claro que é uma delícia passar um tempão com quem a gente ama... Mas existe vida além do relacionamento. Não descuide dela. É nesses momentos longe que temos a chance de sentir saudade, de perceber que o outro nos faz falta e de ter o interesse de buscá-lo.

4- Arrisque! Conte ao outro como você se sente, ele não é adivinho!
Ouse ser feliz. Ouse ser você mesmo junto com a pessoa que você ama. Ouse falar como você se sente (seja um sentimento "bom" ou nem tanto). Em teoria, é essa pessoa especial quem sempre estará lá para nós e para quem nós também sempre estaremos prontos para o que vier. Seja você mesmo sem medo, se dê a conhecer e, claro, queira conhecer o outro. É nessa troca que o relacionamento e o envolvimento acontecem, descobrimos coisas sobre o outro, mas também sobre nós mesmos. Não, o outro não é obrigado a notar que você está feliz ou triste... mesmo porque um suspiro e um aiai podem ter mil significados diferentes. Arrisque ser você mesmo de forma clara, facilite a felicidade de vocês.

5- Faça dar certo!
Confie. Não existe relacionamento de nenhum tipo sem confiança. O que seria algo agradável, leve e gostoso vira uma guerra de intrigas e acusações sem sentido. Sejam cooperativos entre si, e não aqueles casais que competem por tudo e acabam abrindo espaço para brigas e picuinhas desnecessárias... Disse no mito desta semana e repito: nenhum relacionamento é perfeito desde o início, são as pessoas envolvidas no relacionamento que precisam escolher fazer com que ele dê certo.

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