sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Ágora - Família na psicoterapia de adolescentes

Oi Bia, eu sou sua fan e gosto muito de acompanhar seu blog principalmente as perguntas. Queria sugerir pra vc começar a fazer videos acho que os leitores iam gostar de te assistir e queria perguntar sobre terapia. Eu queria fazer, mas não queria que a psicóloga fale com os meus pais. Eu tenho 17 anos e meu problema é sobre dúvidas sobre o futuro e a profissão e também sobre sexualidade. Eu não tenho bem um problema, só queria me entender com essas coisas. Mas teria muita vergonha se ela contar pros meus pais. Ela teria que contar por eu ser menor de idade? Obrigada! beijinhos
Tamiris - Barueri, SP


Olá, Tamiris!

Obrigada pelo carinho e pela sugestão, vamos estudar a possibilidade de fazer alguns videos. Sobre a sua pergunta, acho importante diferenciar a forma como funciona a psicoterapia infantil e a de adultos. Com crianças, a conversa com a família precisa ser uma constante. A frequência das sessões com os responsáveis é maior de acordo com a gravidade do caso e com a idade da criança (com os mais novos, a conversa com os pais é mais frequente).

Com adolescentes a situação muda um pouco. A adolescência é uma fase em que o jovem se abre para a vida além do contexto família-escola, como um "treino" para a vida adulta em que, aos poucos, aprende a fazer suas escolhas e lidar com as consequências boas ou ruins que elas trazem. Assim, dependendo da fase da adolescência, do tipo de questão trabalhada com o jovem na psicoterapia, as sessões com os responsáveis, quando acontecem, são bem mais espaçadas. Claro, se há algum distúrbio ou quadros como depressões graves, uso de drogas ou envolvimento com criminalidade, isso será, sim, comunicado à família, pois eles que respondem pelo filho menor. 

Acho importante saber que as devolutivas com a família não envolvem contar aquilo que a criança ou adolescente disse ou fez nas sessões. É apenas um olhar técnico sobre como a situação trabalhada está se desenvolvendo. Além disso, o paciente sempre pode optar por estar presente e participar dessas conversas, mesmo no caso de crianças pequenas. 

No seu caso, Tamiris, acho pouco provável que essas sessões com a família precisem acontecer, pois pelo que você contou, a situação é mais voltada para o autoconhecimento e com a sua idade você provavelmente já é capaz de responder por si nesse sentido. Claro, se você quiser que a a sua família participe em algum momento, ela sempre será bem-vinda. A escolha estará nas suas mãos.

Beijos,
Bia


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