quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Recuperando o equilíbrio

O artigo desta semana surgiu com base na seguinte pergunta: quais situações te desequilibram e como você recupera o equilíbrio? Assim, vamos trabalhar hoje com dois focos. Começando pelo desequilíbrio por motivos óbvios, só podemos reencontrar ou recuperar algo depois de termos perdido isso.


O desequilíbrio:

Algumas vezes, o desequilíbrio se mostra na nossa vida na forma de sintomas, sejam eles físicos ou psicológicos. Podem surgir emoções como medo, insegurança, ansiedade, irritação por qualquer motivo. Algumas pessoas se sentem instáveis emocionalmente, o que algumas vezes se reflete no corpo como tonturas, pequenos acidentes ou hipocondria (quando a pessoa acredita que há algo de errado com ela, que deve estar doente, mesmo que esteja bem).

Mas há sinais do nosso desequilíbrio que se mostram fora de nós. Por exemplo, quando não sabemos dizer "não" e colocar nossos limites, quando nos deixamos ser agredidos em diversos sentidos sem fazer nada a respeito, quando nos sabotamos, quando entramos em situações que já percebemos com antecedência que não terminarão bem, entre tantas outras.

O primeiro passo para recuperar o equilíbrio é saber o que nos tira o equilíbrio. Geralmente encontraremos tipos de situações, que podem se mostrar em diferentes áreas da vida (no trabalho, em casa, no relacionamento afetivo, etc.). Essas situações variam para cada pessoa. Ao mesmo tempo que alguns se desequilibram com discussões mais acaloradas e brigas, outros talvez se desequilibrem quando as coisas estão "paradas" demais e se sintam um tanto estagnados. Ao mesmo tempo que alguns vêem os desafios como algo que os incentiva a ir mais longe, outros podem sentir os mesmos desafios como "sinais" de que tudo irá mal. Por isso é importante cada pessoa se conhecer e perceber o que exatamente a faz sentir desequilibrada.


Recuperando o equilíbrio:

Quando alguém tem dificuldades para caminhar, geralmente essa pessoa irá se apoiar numa bengala ou muleta. Assim é também no plano psíquico. Quando temos dificuldades que nos fazem sentir desequilibrados emocional e psicologicamente, também nos apegamos a "muletas". Algumas vezes é um relacionamento. Outras pessoas tendem a se retrair ou a deixar tudo de lado. Outras vezes a muleta é tentar chamar a atenção, somatizar um sintoma, gastar em excesso, comer em excesso, colocar-se em situações de risco... Enfim, identifique qual é a sua muleta, se for o caso. Ela é importante e tem sua função naquele momento, a muleta nos impede de cair. Mas ela não te ajuda a resolver a situação, apenas restaura certo bem estar. Depois é preciso olhar para a situação e tomar suas atitudes.

Nem sempre o desequilíbrio está nos grandes problemas. Algumas (muitas!) vezes, está naqueles pequenos contratempos... Os atrasos, congestionamentos, o estresse e a correria do dia a dia, alguma discussão menos importante, algum contratempo. Nesses casos, é interessante encontrar momentos para aquelas atividades restauradoras: uma conversa tranquila com quem a gente gosta, uma caminhada, uma leitura tranquila, fazer arte, ouvir músicas, fazer atividade física, tomar um banho bem relaxante, ou o que quer que traga de volta o nosso equilíbrio.

Em tempo: algumas vezes nada disso adianta. Algumas vezes a situação é grande demais para aguentar passar por ela sozinho. Nesses casos, quando o equilíbrio custa a voltar e acabamos mais estressados, ansiosos ou tristes do que podemos suportar, é fundamental buscar psicoterapia.

Um comentário:

  1. Muito bom esse post.

    Arthur Claro
    http://www.arthur-claro.blogspot.com

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