terça-feira, 7 de outubro de 2014

Mythos - Eros: a vida que pulsa em nós

Eros, o desejo erótico, era considerado pelos gregos um dos elementos principais do mundo, um dos criadores da realidade. Numa fase inicial, Eros era filho da Noite e do Érebo (a escuridão mais profunda). Mais tarde, conforme os povos gregos adotaram os deuses do Olimpo, Eros passou a ser associado a Afrodite, deusa do amor, e frequentemente é mostrado como filho dela e de Ares (o deus da guerra e da força física). Ele era representado como uma criança ou um jovem alado, que atirava setas nos corações das pessoas, fazendo com que se apaixonassem.

Imagem: Eros, de Yumedust, DeviantArt.
Em outra ocasião contamos o mito de Eros e Psique, uma linda história de amor e aventura, que você pode conhecer clicando aqui. Hoje, no entanto, vamos manter o foco apenas em Eros e em sua área de atuação, o erotismo. Quando falo em erotismo, percebo que a maioria das pessoas sorri e se limita a pensar em sexualidade. Erotismo é isso, mas não apenas isso, pode ir muito além da esfera sexual, quando a gente pensa num sentido simbólico. É erótico tudo aquilo que faz a pessoa sentir a vida pulsando em si mesmo, seja o que for que ocupe esse lugar para cada um.

Na Grécia, o culto a Eros foi um dos primeiros a se instalar. Como sempre vemos nos mitos gregos, tudo gira entorno do equilíbrio, da "justa medida". Assim, da mesma forma que Eros é fundamental para a vida, quando desordenada a paixão pode trazer grandes problemas a uma pessoa ou mesmo ao grupo social.



Questões para reflexão:

1- Qual o lugar da paixão na sua vida? Que papel ela desempenha? Você se deixa levar pela paixão (no sentido amoroso ou em outro)? Por que?

2- Na psicanálise clássica, Freud associa Eros à pulsão de vida, uma força poderosa que vem da parte mais profunda e escura de nós mesmos (não a toa Eros é filho da Noite e da escuridão/Érebo!) e nos mantém vivos, nos mantém lutando e acreditando, não importa o quanto as coisas estejam difíceis. Você se lembra de ter vivido algum momento em que, no meio de uma grande crise ou dificuldade,  a pulsão de vida (uma força, uma esperança, uma certeza) mudou o rumo da situação? Conte (para si mesmo) essa história. Isso é parte da sua mitologia pessoal.

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