quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Como um neuropsicólogo trabalha?

O neuropsicólogo trabalha com a interação entre cérebro/sistema nervoso, comportamento, emoção e cognição de maneira integrada, buscando levar saúde e qualidade de vida para seus pacientes. Com frequência, o trabalho do neuropsicólogo é feito em parceria com outros profissionais, como médicos (neurologistas, psiquiatras, cardiologistas, etc.), psicólogos clínicos, educadores, e outros conforme o caso de cada paciente.

O que faz um neuropsicólogo?
  • Contribui para o diagnóstico, diferenciando doenças neurológicas e transtornos psiquiátricos;
  • Avaliação das funções neuropsicológicas (atenção, memória, pensamento abstrato, controle do comportamento emocional, planejamento, etc.), procurando alterações e, caso encontre, avaliando o grau do comprometimento;
  • Monitora a evolução de problemas psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos, de tratamentos (clínicos ou medicamentosos) e de cirurgias;
  • Planeja e executa programas de habilitação e reabilitação de funções alteradas.
Como esse trabalho é feito?
  • Anamnese completa, ou seja, um questionário bem detalhado sobre a saúde e outros dados do paciente, como sintomas físicos e emocionais, dados sobre o sono, a alimentação, medicamentos que usa ou tratamentos pelos quais está passando, dados familiares e sociais.
  • Avaliação neuropsicológica, isto é, aplicação de testes e procedimentos para avaliar as funções neuropsicológicas do paciente, incluindo também a avaliação da inteligência, traços psicológicos e dados emocionais, conforme cada caso.
  • Orientações ao paciente, familiares e outros profissionais envolvidos (equipe de saúde, educadores, etc.) sobre o problema e o tratamento.
  • Habilitação e/ou reabilitação de funções perdidas, lentificadas ou não desenvolvidas, através de exercícios (motores e cognitivos), atividades lúdicas e psicoterapia focada no desenvolvimento dessas funções.
De tempos em tempos, o neuropsicólogo irá repetir a avaliação, o que permite acompanhar a evolução do paciente e, se for o caso, ajustar o tratamento. O tempo de intervalo entre as avaliações depende de cada caso e do tipo de intervenção realizada. Nosso objetivo maior sempre é promover a saúde, independência e qualidade de vida do paciente.

2 comentários:

  1. Me faz parecer que um neuropsicólogo está mais preparado que um psiquiatra para lidar com transtornos psiquiátricos. Eles deveriam fazer essa anamnese para levantamento de diagnósticos, mas até onde eu sei, não fazem, pelo contrário, sai acreditando nos sintomas e relatos de portadores e mandam tomar medicações inadequadas.
    Sempre fui da ideia (e ainda sou), de que terapeuta é quem deveria fazer o diagnostico, cabendo ao psiquiatra a prescrição dos remédios (e olhe lá). O que acha da idéia ? Acompanho no Facebook diversos relatos de insatisfação, não somente com psiquiatra, mas com as medicações por eles prescritas, dizendo não fazer efeito e deixando-as desesperançosas quanto à ter uma vida menos sofrida.

    Também tenho um blog, também voltado para transtornos. Por 18 anos pesquisei sobre influência pregressa em respostas emocionais, tornei-me psicanalista didata, sem poder exercer este ofício. Todo meu trabalho está no meu blog, em quase 350 artigos, sob vários temas. Eis o Link: http//deondeparei.blogspot.com.br Obrigado.

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    1. Olá, Amadeu. Eu penso que o ideal é que os profissionais trabalhem em parceria, já que a atuação de cada um é diferente. Uma equipe de saúde formada por diferentes profissionais traria inúmeros benefícios aos pacientes. Mesmo pensando nos medicamentos, entendo que em diversos casos, são muito necessários, e já que hoje em dia temos esse recurso, se for beneficiar o paciente, acho sensato encaminhar ao psiquiatra para que faça a indicação/receita.

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