quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Debate sobre EQM

O podcast sobre Experiência de Quase Morte e o da conversa que tivemos com os ouvintes dia 14 lá no estúdio da rádio CBN já estão disponíveis! Clique aqui para baixar e ouvir.
Mais uma vez agradeço à equipe da CBN pelo trabalho sério e imparcial frente a um tema tão delicado.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Podcast sobre EQM - Rádio CBN

Participei do podcast Vozes 04 - EQM: um outro mundo, da rádio CBN. Hoje compartilho com vocês o link de acesso ao conteúdo (clique aqui!)


Semana que vem, dia 14/01, estarei na rádio CBN às 19:30 hs para conversar com os ouvintes. 
Fico muito feliz e grata por ver o tema na mídia tratado com seriedade.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Inimigos do cérebro

Hoje vamos conversar um pouco sobre alguns comportamentos, situações e más escolhas que podem nos fazer mal por dificultarem o bom funcionamento cerebral e, com isso, acabam prejudicando a nossa saúde física e mental, a qualidade de vida e o bem estar geral.


1- Má alimentação
Quando nos alimentamos, nosso corpo metaboliza o alimento e transforma seus nutrientes e componentes em "combustível" para o nosso corpo. O cérebro é um dos órgãos do corpo que mais consome glicose e nutrientes. Além disso, substâncias essenciais para o bom funcionamento do cérebro, como a serotonina e outros neurotransmissores, dependem de uma boa alimentação para serem produzidos/liberados. Por isso, o ideal é seguir uma alimentação equilibrada, sem excessos e sem ficar por longos períodos em privação de alimento, sempre dando preferências às opções caseiras, com frutas, legumes e verduras frescas, cereais integrais e proteína em porções adequadas.

2- Dormir pouco e/ou dormir mal
É fundamental para a nossa saúde e para a manutenção adequada das funções cerebrais praticar aquilo que chamamos de higiene do sono. Isso significa dormir a quantidade de horas recomendada para nossa faixa etária, e em condições e horário adequado, pois alguns hormônios que são secretados pelo corpo durante o sono só são liberados no sono noturno. Para dormir bem, é importante ter um estilo de vida saudável e tratar possíveis distúrbios, como o ronco/apneia, insônia, terror noturno, sono irregular, sono pouco profundo, alterações no ciclo circadiano... Dormir mal pode levar a problemas como alterações do humor, "necessidade" de alimentos mais doces e gordurosos, depressão, ansiedade,  estresse, maior risco de acidentes, baixa produtividade, dificuldades de aprendizagem/ problemas na cognição, aumento de peso, e até hipertensão e problemas cardiovasculares.

3- Desorganização
Quando nos organizamos, liberamos tempo e espaço para atividades que realmente importam ao invés de perder tempo e o foco procurando objetos ou tentando lembrar de compromissos. Com o local e a mente organizados, funções como a nossa atenção, atenção concentrada, memória, raciocínio e resolução de problemas podem ser otimizadas, melhorando a nossa produtividade e nos fazendo render mais cansando menos. Algumas sugestões práticas (além de arrumar o ambiente, a mesa, os armários...): organizar os arquivos do computador, adotar uma agenda ou um calendário para marcar compromissos e prazos, criar listas de tarefas e ter uma rotina prática e funcional.

4- Deixar de beber água
Em média, 75% do nosso peso corporal é composto por água. No cérebro essa porcentagem chega a 85%. A desidratação pode causar sintomas como tontura, apatia, dificuldades cognitivas, confusão mental, dores de cabeça, reflexos lentos, problemas na coordenação motora e taquicardia. Funções como a aprendizagem e a memória já ficam diminuídas mesmo quando perdemos "só" 01% de água. Por isso, sempre indico aos meus pacientes manter uma garrafa ou jarra de água por perto. Mais uma coisa: idosos e crianças se desidratam com mais facilidade e, neles, esses sintomas podem ser muito piores! Além disso, os idosos e crianças sentem menos sede e acabam não tomando a quantidade de água necessária. Por isso, ofereça água regularmente, insista, mesmo que eles digam que não estão com sede.

5- Deixar-se dominar pelos medos
Se por um lado o medo pode ser bom, pois nos protege de perigos e riscos, quando excessivo, ele nos amarra, impedindo que a gente viva aquilo que almejamos. Sempre questione seus medos. São medos racionais? Ou são medos de riscos que existem apenas na nossa imaginação? Qual o pior cenário possível e qual a probabilidade de "o pior" acontecer? O que ganhamos e o que perdemos com esse medo? Se necessário, se os medos estiverem num ponto que dificultem ou impeçam as atividades do dia a dia, é aconselhável buscar ajuda com um psicólogo. 

6- Rotinas estressantes ou pouco funcionais
Se por um lado seguir uma rotina é algo importante para manter a organização (já vimos a importância dela para o cérebro no ponto 3), por outro lado, quando essa rotina não é funcional, não serve para nós, o efeito pode ser o oposto. A pessoa se sente pesada, lenta, desmotivada, passa a protelar ou a não dar tudo de si em suas metas e tarefas. Avalie que tipo de rotina se encaixa nas suas necessidades e projetos, crie a realidade ideal para colocar seus sonhos em ação!

7- Falta de atividade física
Atividade física nos ajuda a controlar taxas de substâncias como o cortisol e a liberar outras como as endorfinas. O resultado dessa química é a redução do estresse e ansiedade e aumento da sensação de bem estar. Além disso, o cérebro se oxigena e, portanto, funciona melhor. Outro aspecto interessante é que, em pacientes acamados ou imobilizados por longos períodos, pode ocorrer a diminuição da neuroplasticidade, ou seja, o surgimento de novos neurônios diminui. Ao que tudo indica, provavelmente isso está associado à diminuição da necessidade em manter o equilíbrio do corpo.

8- Falta de sol
O sol é essencial para manter saudáveis nossos níveis de melatonina, substância que regula nosso sono, entre outras funções. Além disso, quando tomamos sol, nosso organismo sintetiza vitamina D. Essa substância é essencial para a fixação do cálcio nos ossos e para a nossa saúde geral. A falta de vitamina D pode estar associada a dores musculares e nas articulações, quadros de depressão, sonolência e fadiga, baixas no sistema imunológico e quadros de depressão. Ah, não precisa "fritar" no sol, alguns minutos bastam!

9- Relacionamentos complicados
Hoje em dia muita gente usa o termo "relacionamentos tóxicos", aqueles permeados pela agressão física e/ou psicológica, constrangimentos, abusos... Aqueles relacionamentos que fazem a pessoa se sentir inadequada, triste e acabam com a autoestima. Bem... corte dos seus contatos esses relacionamentos (sejam amorosos ou "amizades", colegas...). Essas consequências, além de gerarem mal estar, favorecem o surgimento de transtornos depressivos e de ansiedade, estresse, desmotivação, até que chega um momento em que a própria pessoa passa a duvidar de si mesma, do seu valor, das suas capacidades. Se necessário, peça ajuda.

10- Não conhecer a si mesmo, suas necessidades e limitações
Invista em autoconhecimento. Como lidar bem com a gente mesmo (e com aqueles com quem convivemos) se não nos conhecemos? Não sabemos como reagimos às situações, o que nos agrada ou desagrada, o que nos faz mal, o que nos ajuda a ficar melhor, o que queremos para o nosso futuro. Em resumo: muitas vezes nem a própria pessoa se entende, mas exige que o outro a compreenda! Uma ótima forma de se conhecer é fazer psicoterapia.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Janeiro Branco - Mas o que é saúde mental?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há um conceito ou  uma definição única sobre o que é saúde mental. Isso ocorre porque, em diferentes épocas, povos e culturas, noções como saúde, bem estar, cura e qualidade de vida podem ser muito distintos.


No entanto, sugere-se alguns aspectos para compreender a saúde mental. O primeiro, é observar se os aspectos do mundo interno do sujeito (lembranças, aspirações, pensamentos, emoções, valores, traços de personalidade...) estão em consonância com as experiências, desafios e demandas que a realidade nos traz. Em outras palavras, a pessoa que tem saúde mental é aquela que é capaz de cuidar da própria vida e administrar sua realidade, atendendo às necessidades do contexto em que vive, mas sem preder o foco de si mesma, das suas demandas, dores e felicidades, dos seus planos e valores, colocando seus projetos em prática sem se perder na realidade.

Outro aspecto importante quando pensamos em saúde mental, é ter um bom convívio consigo mesmo e com as outras pessoas, sem anular nenhuma das partes (si mesmo ou o outro). Isso, por sua vez, implica em conhecer bem suas emoções e a forma como reagimos (em termos emocionais e de comportamento) nas diferentes situações. Ou seja, para lidar bem com os outros e com nós mesmos, é preciso saber reconhecer e lidar com as nossas emoções, inclusive com aquelas menos agradáveis, como a tristeza, o medo, a raiva, a frustração...

Janeiro foi escolhido como o mês de atenção à saúde mental, com a campanha Janeiro Branco, que começou em 2014. Ao longo do mês, teremos aqui no blog e na página d'A Rosa dos Ventos no Facebook posts especiais com dicas e temas relacionados à saúde mental.

Não há saúde física ou bem estar sem saúde mental. Uma complementa a outra. Viver com saúde mental, é viver com equilíbrio, criando para nós mesmos uma vida que faça sentido em meio à realidade que vivemos.


terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Plantão e boas festas!

Queridos amigos, pacientes e colegas,
Gostaria de informar a todos que durante as festas de final de ano estarei em plantão para qualquer eventualidade.
O consultório fica na Zona Oeste de São Paulo e as consultas precisam ser agendadas previamente através do número de telefone na imagem. 
Boas festas a todos, e um ano novo repleto de saúde e realizações!


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Documentário Segunda Chance

Compartilho com vocês o documentário Segunda Chance, em que participei falando um pouquinho sobre EQM. O documentário foi realizado como Trabalho de Conclusão de Curso pelas formandas em jornalismo Geovana Padovani e Lila Cunha. 
Parabéns, meninas!

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Video - Morte clínica X Morte encefálica

Hoje compartilho com vocês o vídeo Morte clínica X Morte encefálica, que gravei para o canal Inter Psi USP no Youtube. Quais as diferenças entre esses "tipos" de morte? Como os profissionais de saúde determinam que um paciente teve morte encefálica? Em qual delas a EQM acontece? Para  quem se interessa sobre EQM ou fenômenos como experiência fora do corpo, hipnose, mediunidade, experiências místicas e vários outros, o canal traz conteúdos semanais, com vídeos produzidos pelos pesquisadores do InterPsi, o Laboratório de Psicologia Anomalística e Processos Psicossociais da USP, do qual faço parte. Espero que gostem do vídeo, que seja útil de alguma forma.